Um Poeminha de Ana Cristina Cesar

Olho muito tempo o corpo de um poema

até perder de vista o que não seja corpo

e sentir separado dentre os dentes

um filete de sangue

nas gengivas.

 

   Ana Cristina Cesar

2 comentários:

Luiz Alfredo disse...

Realmente ao ler este poema
estava com a gengiva sangrando
ele não mexe com o coração
mas com os dentes da gente
o corpo do poema
fica insensível
e o pré-molar faz
estribilho,

Luiz Alfredo - poeta

Sabor de Pitanga disse...

Olá Luiz Alfredo!

Grata por sua presenca aqui.

Espero que sua gengiva tenha parado de sangrar... rsrsrs

Boas inspiracoes.
Abracos