Quando perdemos um amigo, é como se tivessem tirado um pedaco de nós… E, hoje, eu amanheci com um pedaco de mim subtraido!… Com certeza, a cidade de Cruz das Almas também.
Quando falece um amigo é como se o mundo desafinasse suas cordas musicais e, ontem, por volta das 23 horas – horário brasileiro – o tom de todos nós que amávamos, Gláucia Guerra, ficou desafinado!
Gláucia era dessas pessoas raras! Altamente sensível e, completa na sua forma de apresentar o seu trabalho artístico; dotada de muitos dons: era poeta, pintora, compositora, pianista e professora de música, em Cruz das Almas, sua Terra Natal. Mesmo assim, achava tempo para se dedicar a sua familia e amigos.
Em 1987, quando eu era Representante, no Rio de Janeiro, da Casa do Escritor de Sao Roque, SP., mantinha contato com poetas do mundo todo e, foi assim que, tive a grata satisfacao de conhecer essa artista com quem sempre mantive uma boa amizade; com toda sua família.
A tarde aqui vai se dobrando com o nublado do céu e a chuva que se faz presente, também em minha alma, mas, dentro de mim brilha a admiracao e carinho que sempre tive por você, Gláucia. Receba assim, sua luminosidade.
Descanse em paz!
Ana Pitangueira

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